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28 de set. de 2007

Aquilo, assim ó.

Como sempre, você já vem correndo e falando bem alto para todos os teus colegas. Meu Pai chegou, meu Pai chegou... e com um sorriso me abraça, e pula no meu colo. Quase sempre me pergunta duas coisas:

- Vou para mãe hoje Pai?

- Tem coisa para comer?


Aí vc me conta um pedaço do teu dia.

- Pai sabia que meus amigos tavam com saudade? (Vc ficou quase uma semana sem ir)
- É mesmo Fofão, eles te falaram?
- Não.
- Não?
- Eu falei.
- Você falou que eles tavam com saudade?
- Não, eu falei que eu tava com saudade.
...
- Pai, sabia que a Terra é muito pesada?
- Não.
- Pai, por que o ônibus é pesado?
- Porque tem ferro, borracha, tem pessoas dentro.
- Nossa Pai, então é bem pesado!
- Vamo no mercado Pai.
- Vamos.
- Vamo come aquilo assim ó.
- Assim ó como?
- Assim ó... olha aqui...
- Peraí Fofo tô dirigindo.
- Olha Pai, assim ó, de pauzinho, de pegá... Suchi.
- Oba, tô com fome. Vamo no mercado sim.
- Aqui o Pai, agora dobra aqui. Viu? Quando tá com pressa é assimm
- hein?
... - É o último Pai, eu Juro!
- Mas fofão, olha só: Este helicóptero ou este Power Ranger que vôa... é muito mais legal.
- Pai, deixa é o último eu promito.
-
Fofão você disse que não ia pedir nada que era só para ir até os brinquedos, só olhar!
- Ai Pai, é o último deixa... eu quero este.


- Já disse que até o teu Parabéns eu não compro mais nada.

- A Pai, vai.... e encheu os olhos de lágrimas.

- Mas então troca por estes outros de brincar na rua. Eles vão bem alto!

- Mas Pai eu quer este, este que eu quero o tlicerápitos.

...
Mais um dinossauro para tua coleção.




...
- Delícia Pai.
- Também acho.
- Bom Petite.
- Você também!
...
Bom, fiz uma mesa na minha cama. Você já tinha comida uma rapdurinha no mercado, que não deu para evitar e ainda quase comeu todo o prato de Suchi. Comilão, fofo.


Antes você quis porque quis tomar banho. Coisa rara. Geralmente você chega com fome e já come algo.

Brincamos um pouco de dinossauro, com o teu dinossauro que vinha dentro de um ovo. Tá desmontado Pai. E depois o ritual do sono:

Escovar os dentes -- Passar fio dental -- apagar luz -- fazer a oração.
Amém.

26 de set. de 2007

Fatídica madrugada - urticária

23:20, segunda-feira.

- Alou...
- Fábio, tô indo para o Hospital levar o Pedro, que ir junto?
- Claro, o que foi?
- Ela tá inchado.
- Pego vocês aí. Dá um minuto.

.... chegando lá

- Oi Pai.
- Oi fofão, que foi contigo?
- Tô inxado Pai. Mas vou ficar bem. A gente vai descobrir o que é né?

Você deita a cabeça no meu ombro pedindo colo.

Putz, a cara tava muito inchada. Os olhos lá no fundo. A carinha rosada de choro e da alergia. Apesar de um pouco abatido, você mantinha o bom humor. Vamos correndo para o hospital.

- Mas o que aconteceu, perguntei para Mamãe.
- Às 22:00 ele foi para cama. Estava muito agitado. Começou a se mexer e não parava. Eu xinguei ele porque já tava tarde e ele não parava. Ele começou a chorar baixinho. Eu perguntei porque tava chorando e ele disse que tinha pulga na cama, por isso se mexia muito... Daí ele disse que ia fazer xixi, foi então que vi o rosto inchado e te liguei.

Chegando no Hospital Regina em Novo Hamburgo ... apresentei o cartão de planos ca Coopersinos (é a Cooperativa dos funcionários de onde o Pai trabalha)
Demoraram para nos atender. Você lá com a cara inchada, me partia o coração. Escutando o berro de outras crianças, deu a entender que a emergência pediátrica tava movimentada.
Já na salinha entra uma pediatra que eu já conhecia de outras noites...

abre parênteses "
Numa noite tivemos que ir no hospital às 02:00 da manhã. Você tinha 2 anos e 1 mês, se não me falha as idéias.Você não parava de reclamar de dor no pé. chorava desde a hora que foi dormir. Dormiu. Chorou. Passei gelol. Chorou, dormiu. Mas pela madruga, você acorda de novo e começa a chorar. Tá doendo meu pé Pai. Aonde fofão. Aqui ó, dói aqui. Pedi para você levantar. Você não conseguia botar o pé no chão e chorava. Bom, então te disse que iríamos para o hospital. Liguei para tua mãe neste horário e perguntei se ela queria ir junto e ela prontamente disse que sim. Já no hospítal lá tava esta pediatra, que acho que recém acordara. Te tratou muito mal, dando a entender que você não tinha nada, que era frescura. Te daria uma medicação e que nós teríamos que ficar até às 04:00 da manhã porque você ficaria em observação. Eu fiquei bem brabo. Falei para ela. Olha, desculpa se te tiramos do teu sono, mas ninguém tá aqui brincando. Não viemos passear aqui, se chegamos aqui é porque ele tava chorando e muito. Nós não vamos ficar em observação. Coloca aí no prontúário que nós estamos indo embora por que queremos. Nem me lembro se ela respondeu.
Acho que o gelol fez efeito até chegar no hospital e tua dor sumiu. Você passara o dia pulando para lá e para cá. Do sofá para o chão, brincando com a Frida.
fecha parentêses"

Após as enfermeiras entrarem e medir peso (18,5 Kg), temperatura (36,5) oxigênio no dedo (97), e conversar com você, chega a Pediatra:

- Tira a roupa dele. Tira as calças. Ó, é urticária. Tá vendo?
- Uhu, e daí... em outras palavras, pergunta a mãe.
- Bom.

Ela senta na mesinha e eu e você ficamos ali. Eu começo a colocar tua roupa e as duas mulheres a conversar. Mulher geralmente conversa bastante filho, mais que o normal para nós homens, mas para elas, o normal.

- blá, blá, blá.... blá, blá, blá..... injeção.
- Eu não quero injeção Pai... buááááááá não quero Pics, buááááá´.... vai doer Pai?

Putz, você para variar sempre ligadinho. Escutou.
Bom, daí comecei a conversar com você para explicar o quanto ia doer.
Você até parou de chorar rápido.
Já na salinha... haviam 3 camas e fomos para a última.
Não pode ficar os dois disse a enfermeira.

- Você quer o Pai ou a mãe, perguntou a mamãe.
- Quero o Pai!

Mas não demos ouvidos fofão, ficamos os dois até o final.
Bom, aí chega a bendita enfermeira com uma bandeija com duas seringas. Nisso eu já tinha conversado com você bastante. Beliscado fraquinho para te mostrar o que iria doer, que seria só um pouco. Se doesse você apertaria meu dedão, que segurasse ele bem forte então.

Você olha para a bandeija... é mesmo Pai é pequena nem vai doerrrrrrr..... buáááá.... vai doer sim..... O Pics vai doer.

Bom, aí inicia uma sequência de fatos, que estou dolorido de tensão até agora, dois dias depois.

Chegam as duas efermeiras. Te cercam. Nestas horas as crianças parecem um porco no matadouro. Atenção, preparar agulha. Segura, segura o braço. Põe a borracha, segura.
- Buá. Não quero, não quero.
Você tenta puxar a mãozinha, mas 3 mãos maiores que a tua imobilizam seu braço.
Agora, vai. Enfia a agulha. Não olha menino, é melhor. Eu quero olhar. Buá. (conseguiram botar a borboleta, a agulha era fininha... ufa)
A maldita primeira injeção não funciona, o negócio não desliza. Ela fica trocando de seringa. troca
umas 3 vezes. São duas. E você berrando.

- Não, tira.... me solta. Tá doendo.

Até que uma funciona. Ele injeta a primeira. Troca para a segunda.

- Um... dois.... três.... (é você contando.... não acredito, vc teve a lucidez de contar para que a dor passasse
mais rápido. A mãe tinha te ensinado isso qdo você foi tirar sangue, num outro dia)

- Tá ardendo, tá ardendo... tira! Tira! Para, não quero!
As mulheres do matadouro, e não é a primeira vez, injetam aquele anti-histamínico intra-venoso numa velocidade que creio que não é assim. Muito rápido. Você disse que tava doendo. Deve ter queimado a sua mãozinha.
Eu comecei a sentir um calourão.
Quando elas terminam de injetar...
- Ai.... ai.... (acho que o hospital inteiro ouviu) minha bunda, tá doendo minha bunda... massagem na bunda, massagem.... aiiiiiii..... massagem.......
Você levantou numa velocidade, muito ágil, e pedia massagem.
Eu me sentei, porque senti que ia desmaiar. Coisa rara de acontecer comigo. Quase aconteceu quando vc nasceu. Comecei a tirar minha roupa. Tava bem frio lá forae então tava com jaqueta, blusa de lã.

E durante os 20 minutos seguintes, você chorava e pedia para tirar a borboleta. O vermelhão na perna, na barriga, nas axilas, e o inchaço dos olhos havia baixado consideravelmente. Começou a fechar os olhos para dormir.... a muito custo você dormiu. Dormiu no colo da mãe me olhando nos olhos. Suas última palavras para mim... Tira pai, tira.

Eu não podia tirar Fofão aquela agulha da tua mãozinha. Mas juro que se isso acontecer de novo eu vou tirar sim.

Sua mãe e eu começamos a chorar com você no colo dormindo. Você estava exausto.

Saímos do hospital às 00:35 da madruga de terça-feira. Fomos para casa da mamãe. Passamos a noite preocupado com você. Não fui trabalhar naquela manhã. Você acordou às 09:45. Sua mãe tava em casa também. Fiquei mais um tempinho e fui para o trabalho. À noite, fui lá ficar com você de novo até sua mãe voltar do trabalho. A alergia ameaçou inciar de novo.
Havia comprado um jogo dos carros para você. Instalei no computador da tua mãe. Jogamos um pouco. Fiz um lanche para você. As 09:00 te coloquei no banho.

Enquanto vc tava no banho chamei os santos e fiz uma limpeza na casa fofão, que tava carregada. Um dia eu te explico o que é isto.

Saiu às 09:35. Escovei teus dentes. Nos convencemos que já tava tarde para vc ainda ver desenhos...

Te botei na cama. Acende a luzinha fraca do quarto. Fiz a prece para o papai do céu querido e você dormiu... e eu também.

Acordei às 23:11. Tua mãe já tinha chegado. Passei o script para ela. Sai da casa da mãe com muitas dores no corpo e com frio. Cheguei em casa, tomei um banho. Tomei remédio para dor forte que começou nas costas, na altura dos dois ombros....

Agora são 22:58. É quarta-feira. Estou no computador do trabalho. Ainda estou com dores, mais fracas, mas ainda doem.

Vou para casa. Tá frio e eu tô cansado.

Escrever esse relato me dá um certo alívio. Com certeza você não irá se lembrar deste dia, mas eu, e creio que sua mãe também, não vamos esquecer esta noite.

Olhar, sentir, escutar seu choro, seu lamento, seus gritos dói, bastante.

Boa noite Fofão, dorme com os anjinhos.









17 de set. de 2007

Final de semana Farroupilha

Vou te pegar na tua mãe, domingo de manhã... Era para ser sábado mas você capotou.
A Vó disse que um novo vizinho de porta, um tal de Lucas... vocês ferveram no apartamento.

Bom que bom, vc está de bom humor no sábado, perto das 9:00.

- Vamos passear hoje Pai?
- Sim, vamos ver cavalos?
- Oba.
- Então te arruma para a gente ir.
... 30 minutos depois, enquanto Os Incríveis, já na terceira diária vencida, rodava na tela.

Enquanto isso, fiquei sabendo de mais uma dele.
A Líris, mãe do Fofão, falou que na semana passada os guardas, a brigada, nas blitz costumeiras de então parou o carro dela.

Quando ela abriu o vidro, o Pedro disse:

- ó... tô de cinto!

O guarda começou a rir.

- Vamos Fofão?
- Põe aquela vez da floresta!
- Hummm...
- No início Pai... No início.. não, aí não da Floresta...
- Pô fofão, então não é o início, é no meio.
- Da corrida Pai..
- Tá meu, mais uma vez e vão bora.

Fomos caminhando eu e você até em casa. Você para variar, não para de falar um minuto.
Porque isso, porque aquilo, porque aquele outro... viu o cachorro do vizinho Pai?
Paramos no meio do canteiro, na frente de casa, no meio da avenida.
- O Fofão, isso aqui é uma espinho, o nome é Roseta.
- Coseta?
- Não, roseta.
- Enfia na pele assim né pai quanto tá braba!
- Quê?
- Quando tá braba o espinho faz pics na gente.
- Mas essa planta não fica braba fofão e além disso tá verde ainda. Olha só, pôe o dedo que nem machuca.
- Não Pai, vai furar.
- Não vai não pode botar.
- Não quero Pai.

Daí atravessamos juntos a avenida. Chegando do outro lado.
- O Pai, vamo lá botá a mão na Coseta.
- Roseta Fofão.
- Vamo Pai.
- Vamos.

Atravessamos a rua de novo.
- Essa aqui né Pai. Ela tá braba?

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Em casa fiquei sabendo maiores detalhes da sua investida no churrasco do Gaudério lá em Esteio, na Feira, na Expointer. A mãe, tua vó, a Vó Tetê, me contou os detalhes.

Nós, eu + você + a Vó Tetê, já tinha comido um lanche que eu tinha comprado no Bourbon, ali perto de casa. Você comeu bem, para variar.

Na feira, já tinha comprado: Um porquinho de cofre que fazia bolas de sabão; 4 doces de Pelotas, de uma prateleira baixa o suficiente para você colocar os dedinhos em alguns deles; um blusão Chileno muito bom, um vermelho que você mesmo escolheu (quero esse ali Pai); uma tentativa de algodão doce; um carrinho de madeira tão bonito que eu até queria um para mim.

Eu fui tomar um café porque a gente já tinha caminhado pacas. Arrependido tava eu porque não levei a máquina fotográfica.

Vocês demoraram... tomei o café bom barbaridez e fui atrás de vocês nos galpões dos Bois.
Cheguei perto de você, você tava agarrado num pedaço de carne.
- O Fofão, tá comendo carne daonde?
- Do titio.
Daí a mãe explicou. O Pedro se aproximou de um gauchito.
- O tio dá um pedaço do teu churrasco.
- Claro. Joãozito, traz um pedaço para este guri.
- Toma...
- uh ah nhec... (O barulho do fofão tentando alcançar o pedaço de carne com a boca)
- Mas pega na tua mãozinha guri!
- É que eu botei minhas mãos no porquinho!

O gaudério se dobrou de tanto rir.
- É isso aí guri, tem que ser comunicativo.

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- Vamos Pai, ver os cavalos.
- Tamo indo Fofão. O tio Guto vai junto, já tamo indo... só um pouquinho.
Meu mano tá todo quebrado. Pé direito torcido. Cirurgia na cabeça para tirar um naco de gordura. Ficou um buraco na nuca. Cirurgia no dente.... claro, tá com curativo na cabeça e de muleta. Então, ele tá mais devagar.

Já no carro....
- É longe Pai.
- Já vai dormir?
- Eu não vou dormir.
- Mas dorme fofão.
- Não quero Pai!
- A gente te acorda quando chegar lá.
- Não quero!
... ali por Esteio você caputz. Entre a lataria do carro e o meu banco. Dormiu em pé. A mãe esperou um pouco e te puxou para o colo dela.

Chegamos fofão.
Você nem bola... No meu colo ainda babava. Fofão, olha os cavalos.
- Hã... hein.... Olha Pai, ali também.
- Viu, chegamos.
....

14 de set. de 2007

Capioca, Pepino e o Flecha

Na quinta, te pegando na Escolinha:
- Pai, deixa eu brincar mais um pouco?
- Claro, vai.
- .... ó Pai, seu voar mais alto que o super herói. ( e você corria, pulava, se atirava na areia)
- ... quem vai me pegar? Felipe me pega...
- ... Não Vivki, você não!
- Tà bom fofão, vou te pegar...
E fiquei correndo atrás de você de de mais 3 moleques lá na escolinha.
Tá, vão bora fofão. Pai, só mais um pouco... saímos de lá, já tava noite.

No carro.
- Pai, trouxe doce hoje?
- Não.
- Mas tu sempre traz?
- Sempre não fofo. Hoje eu não trouxe.
- Ah...
- Toma uma água aí vai.
- Pai, olha só... Vamos fazer pizza hoje?
- Sim, de sardinha?
- Sim, não... tá mas vamos pegar um filme?
- Sim.
- Tá, então vamo lá pegá um filme e depois comprar sardinha.

Você tava agitado pacas (Não tô agitado Pai... ) queria chocolate, tomou metade do meu Mocaccino (café). Saímos com Os incríves da Locadora.
Depois fomos atrás da massa da Pizza. A padaria já tava fechada.
Mudei de rota e fui para um local de comida baina. Pedi uma Tapioca para você, para nós.
- Que isso Pai?
- Tapioca.
- Capioca?

- Tapioca Fofão. Farinha com queijo e orégano.
- Hum, que bom Pai. Pede outa já?
- Quê?
- Pede outra!
- Come essa aí primeiro, depois, quem sabe pedimos outra.
- Tá...
Depois de alguns segundos.
- Pede outra Pai.
- Suco bom também, esse de Cerola.
- Acerola fofão.
- Bom.
- Chegar em casa Fofão para o banho!
- Mas Pai, eu quero ver o filme.
- Ok, banho, filme, comida.
- Mas Pai.
- Mas fofão, cê tá muito sujo!
- Tá bom...

Antes de ir para casa, tínhamos que pegar o Tio Guto que tava na Tia Bisa. Tinha feito uma cirurgia na cabeça.
Fomos de carro. Chegando lá, você, de cara pergunta:
- Oi?
- Oi lindo da vovó!
- Tu comeu os pepinos que a gente te deu?

Caraca fofão, até eu já tinha me esquecido que nós passamos no mercado e compramos 3 vidros grandes de Palmito para Tia bisa! Muito boa essa.
Foi uma passada rápida, nem deu tempo para descer e falar com a Bisa Direito. Você tinha ainda que tomar banho, ver o filme, comer mais um pouco, escovear os dentes, passar fio dental, passar remédio no seu tico, que tá com fimose, fazer a oração e dormir. Já vi que iríamo dormir tarde.

Nisso, o Tio Guto entra no carro. Você senta atrás quietinho.
- Tio Guto, tu esqueceu que eu ia lá?
- Hã?
- Ah Guto, vc tinha dito que iria tá na terça lá e o Pedro achou que ia te ver.
- Báh Pedro foi mal. Eu tinha que fazer outras coisas e acabei não indo. TInha que vir aqui na Tia bisa. Me desculpe?
- Não!

Chegando em casa. Tomamos um banho rápido.
Você viu Os incríveis e te personagem mais prefido: O Flecha.
Olhou até o fim mesmo com cara de sono. No final, para variar você queria ver de novo. Eu disse não desta vez. Já era 22:10 e você tinha um monte de coisinhas para fazer para acordar cedo para o banho.
No fim, vc dormiu... e eu também, acabei apagando ao seu lado depois da prece.
Acordeu às 01:41 da madruga. Sem banho. Botei uma camisa e capotei. Tomo banho pela manhã.
às 04:25....
- Pedro, quer ir no banheiro fazer xixi? (você não parava de se mexer... é batata, é xixi vindo por aí)
- ahã... (balançando a cabeça) Pai, não acende a luz do banheiro.
- Tá fofão.
- Pai, não é de dia ainda?
- Não Fofão, podemos dormir mais um pouco.

Na sexta, indo para Escolinha.
Pai, o que é milagre....
Putz, sexta-feira de manhão cedo.
Tentei te explicar fofão, mas não sei se vc entendeu. Expliquei nos exemplos mais terríveis possíveis.
- Tá, mas aquele menino disse que tinha 2 milagres
- que menino?
- Dos Incríveis.
- Há, não me lembro desta parte Fofão.
...
- Pai, quando é que tu vem de novo?
- Quando que o Papai sai com você, é isso? Vamos sair este final de semana, que tal?
- Ahã.
- Tá, amanhã te pego de tarde em casa e nós vamos sair para passear, brincar, tá bom?

Já na escolinha:

-Pai, avisa a Tia que hoje eu fico na sala do meio.

5 de set. de 2007

Primeiro registro










Tô para iniciar este Blog faz um tempo.
Hoje consegui.

A idéia é ir anotando detalhes, fotos, e coisa da vida do meu filho.
é isso aí.

Hoje ele está com 3 anos e vai fazer 4 no dia 04 de dezembro.

Abaixo alguns escritos que estava escritos.


Era 21:45 do dia 12 de março de 2007

- Alou Pai, queria falar comigo?
- Sim fofão tô com saudade, tudo bem?
- Siiiimmm. Tava vendo o boi... Olha o crocodilo, tá vendo Pai, tá vendo?
- Não.
- Ali, o tio vai entrar na águra... no fundo não tem problema né Pai... olha o Pato... fui na chácara.. primeira Lomba... o sapo escapou Pai, não consegui pegar ele... Tu consegue né Pai, tu ia pegá ele né?
- Sim Fofão eu consigo pegar o Sapo.
- Tava legal o passeio? Tô com saudade.
- Sim... tava muuuito legal Pai.... eu não tô com saudade.... eu quero ficar na nossa casa Pai tá?
- Sim fofão fica com a mamãe, no outro dia a gente se vê...
---- e assim ele ficou falando por 6 minutos mais ou menos.
- Dorme bem fofão reza para os anjinhos tá?
- Sim Pai... cip, cip... (barulho de beijos ao telefone)


Domingo 27/05

Visitamos o Thiago e vc brincou com a Jossetta. Mas não queria entrar na casa... lá dentro brincou com os brinquedos do Thiago.
Fomos no museu e você tava enlouquecido com os Dinossauro.
Fomos ao Parque (tiramos fotos). Fizemos fogo que vc adorou.
A bola vc não queria dividir, só vc queria brincar.
Ficou brabo porque fomos brincar de bobinho e a fada te chamou de bobinho e vc ficou enlouquecido e enburrado.
Depois no Guaíba vc me sai correndo no meio da multidão e eu pego vc pelo braço e te explico que não pode. Vc começa a chorar e pede desculpas.
Já no carro, vc e o Thiago não param quietos de excitação (cocô para cá, não param quietos)
Chega em casa te levo direto para a Mamãe.
Foi um dia bem frio, muito frio.










Terça 29/05

Fomos na pastelaria que não é o Pasteleiro.
Você tava impossivel de agitado.
Depois no mercado, vc queria pastilhas e um carrinho.

-Pai, quero um carrinho.
- Hoje não tem Fofão.
- Pai, paiê... olha ali, tem sim.
- Hoje não.
- Paiê, olha para mim, ali em cima tem!
- Quis dizer fofão que hoje o Pai não vai comprar.
- Outro dia teu pai compra disse o caixa.

Tirou fotos, minhas fotos!

Fomos dormir tarde. Eu precoupado com seu banho quente no banheiro gelado que é lá na mãe.
Escovei seus dentes e na hora do fio dental:

- Vai doer aqui Pai?
- Não Fofão, faço bem divagarinho.
- tá, vai doer..... buá.....
- Fofão deixa eu limpar os outros, depois o meio...
- tá...
- Agora no meio... Não, vai doer... buá...
- então não vou limpar.
- Não Pai, eu quero tirar as bactérias.
- Mas vc tá chorando fofão, mas eu quero.
- Tá bom, devagarinho, vamo lá. Não Pai, vai doer....buá...
- Tá...pronto... mas vc nem passou Pai... Passei sim!



à noite, na madruga, você fez xixi. E foi complicado naquele frio trocar toda a roupa de você, que tava bem molhada.






Esta aí é vc numa Pizzaria azarando a neta da Enilda:











Já esta aí, foi na formatura do Eduardo ainda esposo da Michele. Amigo do papai.
Você arrasou nesta festa.
Aprontou pacas, com os balões, com as coisas que brilhavam no escuro.
O ruim foi convecer você que se você continuasse a brincar no chão alguém iria pisar nos teus dedos.
Ah, e que pela segunda vez numa festa as meninas que eu nem conhecia...
Oi, teu filho tava lá no banheiro fazendo xixi com a bunda de fora!