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17 de set. de 2007

Final de semana Farroupilha

Vou te pegar na tua mãe, domingo de manhã... Era para ser sábado mas você capotou.
A Vó disse que um novo vizinho de porta, um tal de Lucas... vocês ferveram no apartamento.

Bom que bom, vc está de bom humor no sábado, perto das 9:00.

- Vamos passear hoje Pai?
- Sim, vamos ver cavalos?
- Oba.
- Então te arruma para a gente ir.
... 30 minutos depois, enquanto Os Incríveis, já na terceira diária vencida, rodava na tela.

Enquanto isso, fiquei sabendo de mais uma dele.
A Líris, mãe do Fofão, falou que na semana passada os guardas, a brigada, nas blitz costumeiras de então parou o carro dela.

Quando ela abriu o vidro, o Pedro disse:

- ó... tô de cinto!

O guarda começou a rir.

- Vamos Fofão?
- Põe aquela vez da floresta!
- Hummm...
- No início Pai... No início.. não, aí não da Floresta...
- Pô fofão, então não é o início, é no meio.
- Da corrida Pai..
- Tá meu, mais uma vez e vão bora.

Fomos caminhando eu e você até em casa. Você para variar, não para de falar um minuto.
Porque isso, porque aquilo, porque aquele outro... viu o cachorro do vizinho Pai?
Paramos no meio do canteiro, na frente de casa, no meio da avenida.
- O Fofão, isso aqui é uma espinho, o nome é Roseta.
- Coseta?
- Não, roseta.
- Enfia na pele assim né pai quanto tá braba!
- Quê?
- Quando tá braba o espinho faz pics na gente.
- Mas essa planta não fica braba fofão e além disso tá verde ainda. Olha só, pôe o dedo que nem machuca.
- Não Pai, vai furar.
- Não vai não pode botar.
- Não quero Pai.

Daí atravessamos juntos a avenida. Chegando do outro lado.
- O Pai, vamo lá botá a mão na Coseta.
- Roseta Fofão.
- Vamo Pai.
- Vamos.

Atravessamos a rua de novo.
- Essa aqui né Pai. Ela tá braba?

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Em casa fiquei sabendo maiores detalhes da sua investida no churrasco do Gaudério lá em Esteio, na Feira, na Expointer. A mãe, tua vó, a Vó Tetê, me contou os detalhes.

Nós, eu + você + a Vó Tetê, já tinha comido um lanche que eu tinha comprado no Bourbon, ali perto de casa. Você comeu bem, para variar.

Na feira, já tinha comprado: Um porquinho de cofre que fazia bolas de sabão; 4 doces de Pelotas, de uma prateleira baixa o suficiente para você colocar os dedinhos em alguns deles; um blusão Chileno muito bom, um vermelho que você mesmo escolheu (quero esse ali Pai); uma tentativa de algodão doce; um carrinho de madeira tão bonito que eu até queria um para mim.

Eu fui tomar um café porque a gente já tinha caminhado pacas. Arrependido tava eu porque não levei a máquina fotográfica.

Vocês demoraram... tomei o café bom barbaridez e fui atrás de vocês nos galpões dos Bois.
Cheguei perto de você, você tava agarrado num pedaço de carne.
- O Fofão, tá comendo carne daonde?
- Do titio.
Daí a mãe explicou. O Pedro se aproximou de um gauchito.
- O tio dá um pedaço do teu churrasco.
- Claro. Joãozito, traz um pedaço para este guri.
- Toma...
- uh ah nhec... (O barulho do fofão tentando alcançar o pedaço de carne com a boca)
- Mas pega na tua mãozinha guri!
- É que eu botei minhas mãos no porquinho!

O gaudério se dobrou de tanto rir.
- É isso aí guri, tem que ser comunicativo.

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- Vamos Pai, ver os cavalos.
- Tamo indo Fofão. O tio Guto vai junto, já tamo indo... só um pouquinho.
Meu mano tá todo quebrado. Pé direito torcido. Cirurgia na cabeça para tirar um naco de gordura. Ficou um buraco na nuca. Cirurgia no dente.... claro, tá com curativo na cabeça e de muleta. Então, ele tá mais devagar.

Já no carro....
- É longe Pai.
- Já vai dormir?
- Eu não vou dormir.
- Mas dorme fofão.
- Não quero Pai!
- A gente te acorda quando chegar lá.
- Não quero!
... ali por Esteio você caputz. Entre a lataria do carro e o meu banco. Dormiu em pé. A mãe esperou um pouco e te puxou para o colo dela.

Chegamos fofão.
Você nem bola... No meu colo ainda babava. Fofão, olha os cavalos.
- Hã... hein.... Olha Pai, ali também.
- Viu, chegamos.
....

Um comentário:

Tati disse...
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