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27 de out. de 2008

Curtas

Pai, onde tá a fita médica?
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- Pai, já sei fala ó aquilo: na na ni na não!
- ah, mas ah fofão!

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- Pai, Pai! Olha, caiu um ônibus ali. Tá cheio de gente morta!
- Aonde fofo?
- Ali Pai.
- Ah... fofão, é um ferro velho!

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- Pai, a Frida tá cavando tudo... Como é que o Papai do céu vai levá o passarinho?
- É né.
- Pai, vai lá enterra. Para que ele leve.

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Pai, hoje o Gus me beliscou!
Putz, de novo fofo.
Mas eu dei um soco com toda força nele.
Putz.

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- Fofão, vou te dizer uma coisa!
- Diz Pai.
- Uma coisa.
- Diz Pai!
- Uma coisa.
- Diz Pai.
- Uma coisa... tá, vou te dizer duas coisas então!
- Diz Pai.
- Duas coisas.
- Diz Pai!
- Duas coisas.
......

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- Pai, já tá perto meu aniversário?
- Não fofo.

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- Oba fofão, é feriado hoje!
- Eu odeio feriado!
- Mas por que fofo?
- Porque sim Pai. Lembra?
- Não.
- O museu fica fechado quando é feriado!
- Ah, é... é verdade.

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- Pai, o teu carro é o mais alto de todos! ... o mais rápido... .... corre até 3 toneladas....
- É isso aí.

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- Dorme fofo! Tá tarde já.
- Conta aquela história, tem que ser de verdade!
- Uma vez o pai estava viajando lá longe. Chovia bastante. Eu já tinha caminhado por 15 dias.
- 15 dias Pai?
- Sim.
- 15 dias é muito tempo Pai!
- Sim fofo, agora escuta... então, quando cheguei perto do castelo.... fim.
- Tá pai, agora conta uma que não é de verdade.
- A formiga estava passeando e tropeçou na folha, bateu as antenas no chão, escorregou no papel e foi parar debaixo da pedra....
- zzzzzzzzz.......
- ....

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- O Pai, você não consegue mais fazer Pim sala bim?
- Não fofo, acabou meus poderes, não tem jeito.

16 de out. de 2008

Curtas

- Pai, olha só, eu quase me esgasguei... entrou água aqui no pescoço e saiu lá em cima no gogó.
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- Pai, sabe porque a Frida cava tanto?
- Não!
- Para achar desenterrar o passarinho que o papai do céu tem que levar.
- Ah!
- E agora tem que enterrar de novo para ele levar.
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- Trouxe a cola Pai?
- Sim.
- Pai te amo to tamanho de Júpiter, porque é maior que a Terra!
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- blá, blá, blá...
- hum...
- blá, blá, blá.
- humm..
- blá, blá, blá.....
- hum.
- O Pai, porque você fica fazendo hum...?
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- Olha aqui pai, os virapedra brilhante que eu te falei!
- Não posso fofo, tô dirigindo agora.
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- Pai, encontrei dois pernalongas no banheiro bem grandes!
- Ah, o joão e a Maria. Eles moram lá.
- É....? você tá brincando né?
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- Pai, vamos brincar de caçar minhoca, achar cobra, plantar na horta....
- Tá chovendo fofo, vamos brincar do jogo do macaco?
- Gostei.
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- Pai, você odeia aquela fase do Wilbur né?
- Não fofo, eu acho difícil, muito difícil!
- Eu também. Mas a gente não vai desistir né?
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- O Guz me belicou hoje Pai e eu dei um soco com toda força nele e ele não chorou, assim ó:
- Ai......
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25 de ago. de 2008

O espinho

Já faz tempo que você tem um manchinha debaixo do lábio inferior....

- Pai, tirei esta manchinha aqui do meu rosto.

- Ah, que bom fofão. Tirou a espinha?

- Não Pai, não era um espinho.

- Ah não?!

- Não, era uma gordurinha que ficou inflamável.


11 de ago. de 2008

No curitiba

Fofão,

Fomos pro Curitiba. Você quase não foi. Já tínhamos até desmarcado tua passagem, faltava a confirmação. Você quase não foi porque você não queria mais ir, foi por isso. Então como não quis forçá-lo você não iria. Mas no fim, quando te peguei na sexta-feira na tua escola.

- Pai, eu quero ir pro curitiba contigo.

Enfim, fomos. Você fez cada uma.

Chegamos atrasado no aeroporto. Escutamos, quando chegamos... "o vôo 1234 para Curitiba encontra-se encerrado"

pra cá, vai para lá... e você: Não vai dá para ir Pai? Acabou o vôo?

E íamos para um balcão e voltávamos para o outro: O Pai, não vamos para o Curitiba? Era uma peça, naquela tensão, você estava tão tenso quanto nós, de preocupação.

E assim foi. Quase perdemos o vôo Fofão! Mas chegamos e fomos os últimos a embarcar.

No avião, gravei e tirei um montão de fotos.

Ó Fofão tá quase na hora..." atenção senhores passageiros, preparar para a decolagem!"




Pai, é agora que é bem rápido. Sim, repondi. Posso gritar? Pode, ué...

E assim foi. Uma gritaria.... Iupi.... com as mãozinhas para cima... e dava risada... mais rápido que o Flecha, dizia você.

Já lá em cima. " no folheto explicativo no banco da frente você encontrará as instruções"

Você pega o folheto e começa a "ler" as figurinhas:

- ... não pode chorar; não pode usar sapato de mulher; o avião pode andar na água; não pode roubar; não pode fumar (enquanto você lia o homem falou na máscara sobre nossas cabeça)... o Pai, eu não quero usar a máscara, não quero máscara!
- fofão, mas a máscara é só quando estamos gripados?
- ah, mas eu tô gripado e não quero usar máscara!
- Além de gripado elas servem só quando o avião freiar muito forte.
- ah, tá... mas eu não quero máscara. Onde que elas estão, eu quero ver!
- ih meu, tá aqui dentro escondido e não dá para abrir.

Começa uma turbulência.
- Ó fofão, isso aí é que estamos passando por buracos.
- Mas aqui não tem buracos Pai!
- São buracos diferentes fofo, buracos no céu.
- Mas lá na terra tem buracos maiores e não sacode tanto assim.
- É... é que aqui tem buracos diferentes.

... enquanto isso a luzinha do cinto apagava e acendia, e vc ligado, colocava e descolocava o cinto. Ó pai, dá para tirar agora.

- Pai tô com fome! Pai tô com muita fome, de salgado.
- Tá, tá vendo aqueles homens lá na frente e lá atrás. Eles vão trazer a comida.
- O de lá tá mais perto. E esta símbolo aqui, para que é?
- Para chamar os ajudantes quando a gente quer alguma coisa.
- Então vou apertá, tô com fome.
- Não fofo, eles já estão vindo.
- Mas eu tê com fome!




Enfim, fofo. Quando a casinha de comida de trás chegou na nossa fileira as moças não nos serviram. Foram embora. Você foi o último, fofão, ou melhor, nós fomos o último a serem servidos... você comeu e apagou. Acordou só no outro dia.

Você tava pesadão meu. Amanheci com dor nos braços de te carregar no aeroporto.

No outro dia brincamos muito.

No domingo o vôo atrasou. Lá no Curitiba você estava agitado pacas, aliás o dia inteiro. No aeroporto você conheceu um moleque e bateram altos papos. Não parava de apertar o PicaPau. Comeu floquinhos de arros com chocolate. Na entrada para o avião com a tua mochila do homem aranha, você carregou até o nosso assento. No avião você escutou música, brincou, chorou, olhou o texto de novo, olhava para o cinto.... não quis colocar o cinto porque a luzinha estava apagada até a aeromoça te convencer (essa foi bem engraçada) e ah... na espera ainda, no saguão do aeroporto, você se ligou no número do vôo 1949, e quando anunciavam o vôo, ou você perguntava se haviam cancelado ou dizia ó Pai, nosso vôo.

E só na volta você cantou a música do dia dos Pais. Você disse que não podia contar para mim, só no dia dos Pais, no domingo. Era para o encontro do dia dos Pais lá na tua escola, onde você havia ensaiado.

Já no avião, na pista em POA, você cantou algo assim:

Papai você é querido,
Papai do meu coração...

Meu cérebro não está se lembrando mais Pai. Espera aí, ele tá se lembrando.

Papai....

4 de ago. de 2008

Incenso

Fofão,

Você ainda se atrapalha com algumas palavras (é claro né) como rexalamento, frolesta e outras que não me lembro agora.

Ontem abrimos teu cofrinho. Contamos 120 poucos reais. Você queria porque queria um dinossauro lá das Americanas.

Fomos lá. Antes separamos todas as moedas em saquinhos e compramos o dinossauro.

Você estava muito feliz. Sobrou 30 pilas do teu cofre.

Este foi o teu presente de dias das crianças. Eu demorei para me convencer a te dar. Você dormiu e amanheceu com ele nas mãos. Pagou o preço e o cofre vazio... que agora vc nem tenha noção do que isso seja.

Durante o dia ele. o dino, estava com o pescoço estranho. Acho que vc deu uma mãozada nele. Tive que desmontá-lo para ver o que estava acontecendo. Não vi nada. Fechei, depois de quase 2 horas para encaixar todas as peças, e você levou ele para sua casa, lá com a mamãe.

Jogamos no computador o jogo do Wilbur antes do almoço e no final da tarde. Nas partes difíceis vc passava para mim.

Acendemos a lareira à noite. A vovó Tetê estava junto com a gente.

Putz, você começou a olhar comigo o filme dos 6 signos e ficou com medo depois.

Mas também fofão era um filme para Adultoa. Eu errei. Não devia ter deixado você olhar já aos 20 minutos quando apareceram umas cenas fortes para você.

Bom, a tua saída de medo foi muito genuína.

- Pai, você tem aqueles incensos de anjos?

- Tenho sim. (demorou para eu entender...)

- Então pega eles lá para espantar o medo.

Eu peguei a caixa Eram de mirras. Nem tinha eu a certeza de que eles ainda existiam. Ah, e faz bastante tempo que te falei sobre isso. Que incenso ajuda a gente na hora de dormir e serve para dormir com os anjos. Você é ligado, não esquece hein!

E foi engraçado. Te dei um passe. Você ficou bem paradinho. Me olhava nos olhos, com um sorriso meio maroto, meio diferente. Não entendi. Você estava bem concentrado.

Depois você pediu o incenso da minha mão. Andou em todos os cantos da casa e passou o incenso. Desceu as escadas, entrou nos lugares escuros.... enfim, fofão, vc fez uma limpeza.

Já no teu quarto, na cama, pegou o incenso e fez uma paredão de fumaça no ar.

- Assim ó pai, uma parede, aí os fatasmas não entram.

Arrumei tua cama e fiquei com você até você dormir. Cantei umas musiquinhas. Fiquei com dó de você e com raiva de mim de ter deixado você ver o filme até as partes ruins. Nunca mais fofão.

No outro dia vc nem tocou no assunto. Acho e tomara que vc tenha esquecido as partes ruins.

Embora, no outro dia você me pergunta:

- Pai o é signos?

Eu te expliquei e depois vc começou a pegar as pedras ao lado da piscina e me pergutava se eram símbolos. Até que eu te expliquei de novo e você entendeu bem direitinho.

beijo meu fofo.

17 de jul. de 2008

Trondi Dracula

Ontem fizemos um monte de coisas fofão.

Fomos na unhisinos, mais ou menos assim que vc fala.

Corremos na pista. Você correu pacas. Encolhe os ombros e corre bastante. Sei lá quantas voltas nós demos. Se eu fosse contar diria que umas 4 voltas. Você correu bastante.



Estavam eu, a Vó Tetê e a Frida.

A Frida estava enlouquecida, querendo correr atrás da coruja e dos quero-queros.





Já estava de noite, mas nós brincamos até às 8:30 da noite. Depois fomos no bar da área 2 e mostrar a baleia para vovó. Ela ficou impressionada e você comentou, mostrou, disse como era, mostrou os ossos, disse das toneladas de cada osso, de como trouxeram a baleia para cá.



Depois fomos na sala dos computadores, no Datacenter. Você conheceu meus colegas de trabalho.

Depois passeamos na banca. Você queria um HotWealls... sei lá o nome do carrinho. Do nosso acordo, você devolveu Fofão, sem muito stress. Parabéns.

Depois fomos buscar a Gigi que estava tentando um emprego numa empresa de aviões, uma tal de Emirates que está entrando no mercado brasileiro. Talvez quando vc estiver grande seja uma empresa já bem conhecida. Hoje ainda não é.

Pensei que vc ia apagar no carro, mas não foi verdade. Ficou inteiraço. Te dei um banho.

Na cama, e em menos de 1 minuto, você já estava com a respiração profunda.

Você dormiu com a camiseta nova do Homem Aranha. Não foi uma noite fria.

Você contava os dias para ir para praia, que é amanhã de madurgada.

- Pai ó, faltava uma mão cheia e dois dedos, agora falta só dois dedos.

- Pai eu vou ir e quando tiver de noite ainda assim ó, eu vou para praia.

Bom, no outro dia, levantei e fui tomar banho. Você disse que acordaria cedo.

Eu estava no banho e você entrou devagarzinho, com os olhos vermelhos.

Que foi fofo, fez xixi na cama.?

Não.

Ta com frio?

Não.

Tive um pesadelo pai.

É, o que foi.

Eu estava sonhando com um relógio que me disse que era meu amigo. Daí ele apareceu lá em cima. Daí de dentro dele saiu o Trondi Drácula Pai.

Nossa fofo, que pesadelo mesmo.

É mas Pai, o relógio me enganou. Ele disse que era meu amigo. Depois o Trondi Drácula veio para dentro da minha cabeça.

Sonhos são assim fofão. A parede se tranforma numa árvore, depois numa casa. É tudo assim mesmo.

Mas Pai, como é o pesadelo?

Assim como eu te disse, as coisas se transformam de uma hora para outra.

E como você fazia quando era pequeno.

Eu chamava o meu Pai aí nós rezávamos o Pai Nosso. Eu tinha bastante pesadelo também.

Mas Pai, o relógio não fala né? Sò se tiver alguém dentro. Então a gente tem que abrir e olhar as engrenagens.

É fofo, o relógio te enganou.

Era o Trondi Drácula.

Bom... no caminho para o carro, cantamos a música qe você disse que não conhecia.

Você dava gargalhada.

“Era uma casa muito engraçada não tinha teto não tinha nada....”

Cantei umas 6 vezes.

Já na frente do apartamento de sua mamãe, enquanto ela não descia.

Fofo, então boa praia, aproveita bastante. Não te vejo por uns dias. (parte difícil esta)

Ta pai.

Traz uma concha para mim.....

.....

....

...

Depois de quase um minuto de silêncio, você começou a chorar veio me abraçar.

Que foi querido?

Mas Pai, e se você não gostar da concha?

Ai meu fofo, eu vou gostar sim. Você pode trazer qualquer concha que eu vou gostar.

Você ficou tristinho fofo. Sua mamãe chegou e foi no colo dela direto e até eu ir embora, você ficou no colo dela, que nem um macaquinho

8 de mai. de 2008

Pescoçudo




Fofão, você tá com uma coisinha no tico.

Vermelhinho. Reclama de dor quando faz xixi.

Fomos no médico, no tio Cézar.

Cê tá com 20,10 quilos e 1,16... putz acho que é isso.


Depois fomos no café... você comeu uma empada de palmito e um suco de laranja.
Na Unimed pegamos o potinho para o teu exame de urina.

No mercado fomos comprar um tal de pescoçudo. Um dinossauro que antes era Pescoçossauro e agora virou pescoçudo. Vem numa revista. Acabamos por comprar um outro, um laranja. Você ficou bravo (vc fala bravo e não brabo) porque ele tinah um negócio de plástico. Eu tirei e o problema se resolveu.

Você começa a ficar gripado. Isso é ruim. Tua mamãe tá bem gripada.

Depois ficamos na casa da Vó e te levei para Mamãe.

Isso tudo foi na terça-feira. Sai às 3 da tarde para te levar no médico aí em Novo Hamburgo.

Hoje é quinta. Te peguei ontem na escolinha, na quarta e fomos direto para casa da Vó. Levei um filme para você olhar, O Espanta Tubarões. Você adorou.

Você tava cansado. Eu fui para minha aula. A vovó disse que você comeu a sopa que ela fez, lambeu o prato, pediu sobremesa (ganhou uma rapadura), escovou os dentes e depois a Tia Zel deitou contigo na cama. Ela disse que você pediu a ela que o acordasse quando eu chegasse e que a Vó Tetê tinha se esquecido da outra vez.

Eu cheguei e te acordei de leve só para te dizer que eu cheguei. Tá frio fofão. Você nem tomou banho... porquinho.... tudo bem fofo tava muito frio...

De manhã brincamos muito... me atrasei para o trabalho para variar... e você me cobrou porque eu tinha demorado tanto ontem.

é isso... nos vemos no fim de semana.



Este foi o final de semana. Você brincando na hora com os teus 2 mais recentes dinos.


2 de mai. de 2008

como resolver este problema....

- Oh pai. Eu tento me lembrar de uma música, mas tem outra música dentro do meu cérebro que não para. Uma música velha.

... o meu cérebro tem outras coisas dentro... tudo feito de osso... tem carro de osso, tv de ossos.... casa de osso...


Esse diálogo eu tenho gravado, fofão, ta demais.

"- Pai, sabe o que é, eu não sei explicar.... Assim ó. Eu quero ir para mãe, mas quero ficar contigo. Como é que a gente resolve isso?”


É um problema fofão, é um problema...

10 de abr. de 2008

Casa no Ivoti



- Pai, ontem tive uma conversa com a mãe.

- É mesmo fofão.

- Sim.

- E o que vocês falaram?

- A mãe não vai mais comprar casa no Ivoti. Ela não tem dinheiro.

Hum.... (putz, pensei eu e logo me lembrei de coisas que me deixaram tristes)


No outro dia liguei para tua mãe. Ela me contou a versão dela.

"Estávamos voltando de Gramado e eu estava chateada. Ele me perguntou.

- Mãe tu ta triste?

- Sim Pedro.

- Mas o que é mãe?

- É assunto de adulto filho, não é de criança.

- Mas conta mãe.

- Mas Pedro não é para criança.

- Mas mãe, conta, se você falar passa! (ta aprendendo muito rápido Fofão)

- Tá bom. É que vou ter que economizar para comprar a casa lá em Ivoti, não tenho dinheiro suficiente.

- Tá mãe, entendi.

A tua mamãe disse que quando vocês chegaram em casa, você foi correndo para o quarto e voltou:

- Ó mãe, agora você pode comprar, tem bastante dinheiro!

Você estendeu a ela o teu cofrinho.

Putz fofão... essa foi de matar.

9 de abr. de 2008

No dia da tua primeira a u l a



Almoçamos antes da aula. Na padaria, ali perto da Vó Tetê.
O povo todo te conhece. Oi Pedro. Oi Pedro.
Você comeu tudo o que tinha no prato.
E não parava de falar.
Depois que tava quase tudo.
Comi bastante Pai? Posso começar a sobremesa?


Entrei com você.
Só tava eu de Pai lá. O primeiro dia de aula foi tua mamãe.
Você tava bem. Logo foi no armário, pegou um negócio e não conseguia abrir. Abri aí pai. Putz, tentei, tentei. Não consegui.
Fofão não consegui abri este ovo. É este negócio aí que vc tem na mão. Tudo bem Pai. Ás vezes não dá. Fiquei mais um pouco, um pai tava junto também.


Tava na hora de eu ir. Te dei um abraço. Você me abraçou. Tchau fofão... eu com um f r i o na barriga. Você me abraçou. Me disse tchau. Eu fui com um frio na barriga e aperto no peito. Não me aguentei. Fiquei do lado de fora te olhando.




Este aí sou eu te olhando.
Você mudou de mesa, sentou com os amigos.








Olha só, esta mulheres. Já tava dando mole aí.
Mas ah fofão...






Na Escola tinha um povão lá... uma galera. Aquela gritaria.
Esta foto já não tinha mais ninguém. Eu estava te esperando, do lado de fora. Você lá dentro já tava enturmado. Mas fiquei um tempo ali fora para ver se você ficaria bem.
Deu tudo certo fofão. Ufa, que alívio.
Liguei para tua mamãe que tava preocupada também e disse que tinha dado tudo certo.


Tenho alguns vídeos que fiz no celular. Um dia vc vai ver.
De repente dá para botar aqui, vou ver.





Lá fora te esperando, li este cartaz e fiquei admirando, é verdade.













26 de fev. de 2008

Aula, primeiro dia

Caraca meu,

Você começou o Pré 1.

Tava lá tua mami preocupada e eu aqui, longe de você também.

Fiquei sabendo pelo telefone às 14:30, que você tinha chorado um pouco, mas que foi se acostumando devagarzito e acabou ficando na sua nova turma, na sua nova escola.

Mamãe ficou na sala com você. Brincou. Aos poucos vc foi se soltando. Ela deu Tchau e vc se grudou no pescoço. Ela não foi embora. Ficou ali do lado de fora, pq qualquer coisa, tava ali.

Com passos de gato, voltou na porta e perguntou para as outras mães como você tava.

Disseram que vc chorou um pouco, mas que já tava brincando com outras crianças.

Ufa.

Eu te liguei às 17:30, quando você já tava no carro com a mãe.

Essa conversa tá gravada no celular.

E aí fofão como foi tua aula
- O Fofão, e aí meu como foi a aula?
- Foi bem legal Pai.
- É mesmo tu gostou?
- Gostei.
- Um monte de gente nova?
- Sim.
- É tu gostou então...
- Gostei.
- Que bom meu fofo.
- Tinha o escorregador eu não fui Pai. Eu não queria ir, tinha medo.
- É muito grande né!
- É.
- Mas depois vc perde o medo.
- Tua primeira aula então hein fofão. Tô feliz por ti.
- É duas aulas, é dois aulas!
- Bem legal?
- ahã.
- Tu tá bem então!
- Sim... espera é. Pai, espera aí... fica falando.

Amanhã sou eu que te levo na aula e depois te busco. Vou tirar umas fotos.

22 de fev. de 2008

Celular, Aula, nova readaptação

Tá com cada uma:

Você já tá há 1 mÊs na praia...


- Fofão, tô com saudade ti meu fofão.
- Tá, mas não chora tá Pai?
- Não, não vou chorar.
- Se tu chorar eu vou ficar triste, daí eu também vou chorar.


Comecei um curso fofão este ano e vai me ocupar muito tempo. Nos falaremos pouco este semestre, mas é para o nosso bem. Para o nosso sustento.
A novidade este ano é que vc tá iniciando numa nova escola, no Pio XII.
Eu e a mamãe estamos bem apreensivos. Tudo novo, horários para te buscar, para te levar. E em função do meu curso, complicou os horários.

Pensando em como resolver este problema, haviado comprado 3 linhas de celular e uma não sabia o que fazer.

Te dei o meu antigo de presente com esta nova linha... você adorou.

No primeiro dia vc me ligou mais de 30 vezes. Gravei umas 10 ligações... estão ótimas. todas salvas.


To gravando um monte de conversas nossas, você vai adorar.

No telefone e no Mp3.


Beijo

25 de jan. de 2008

De Férias

Fofão,
Cê tá de férias na praia do Vô.
Eu passaria aí para você ir junto com a gente para o Rio.
Resolvemos ir de avião, então não passaremos aí.
Aí na praia do Vô, você tá com a Mãe, a Prima Nana, os avós, a Dinda Rê. Creio que você esteja se divertindo bastante.

Na terça-feira você me ligou.
- Pai, como é mesmo a música da Coruja.
- é.. fui andando no caminho me encontrei com uma coruja...
- pisei no rabo dela me chamo de BUNDA SUJA.....
- é issó aí fofão...
- e o resto Pai?
- Tô aqui plantando jacas por estradas e ventos, se eu casei com ela ninguém tem nada com isso!
- ah Pai, de vovo!
- Tô aqui plantando jacas por estradas e ventos, se eu casei com ela ninguém tem nada com isso!
- Isso Pai e como é a coruja mesmo?
- é.. fui andando no caminho me encontrei com uma coruja...
- isso Pai....

E você cantava no telefone toda a música. Passava das 21 horas. Me contou que vc pegou um ooriço na mão e que tinha conhecido o Blumenau e que foi bem legal, mas que tal.

Ontem tinha um Louva Deus enorme no banheiro. Peguei-o para você. Botei numa caixinha. Guardaria para você. Só que era tão grande o bixinho e forte. Fiquei com pena e devolvi-o para a natureza. Era diferente. Ele não tinha aquelas patinhas da frente tão grande. Quando você voltar da Praia a gente procura outro.

Você atirou o bonequinho Capitão Mercury escada abaixo.
- Oh Pedro que aconteceu? Pergunta ela, olhando o boneco com o braço quebrado e ele estatelado no chão.
- Ele não é super-herói!
- Por quê?
- Ele não Vua!

Outro dia:
- Eu não devia ter ganhado um super-herói!
- Por quê?
- Eu gosto de dinossauro e não de super herói.

Num outro:
- Vamos ler a revista... Beija Flor. Por que o Beija-Flor beija a flor?
- Ele não beija a flor! respondeu você fofão.
- Continuando a leitura "O Beija flor não beija a flor, na verdade ele introduz a língua..... (risada geral)

Ainda num outro:
Você tava com um medão de marinbondo, também foi picado duas vezes e tá escaldado.
Tava com medo de caminhar no pátio até onde eu tava.
A Zinha falou, vamos Pedro coragem!
E você pediu para eu fazer um barulho com a boca e então vc chegou até mim.
Depois você perguntou:
- Coragem é igual a poder?

De novo:
- O pai, falou você triste.
- Sim querido, fala... que foi... tá triste?
- Sim, é que eu não quero ser boxeador!
- Hein...????
- É, você disse que quando eu crescer eu ia ser boxeador!
- Ah fofão! Eu tava brincando, você pode ser o que você quiser quando crescer!
Nossa, eu falei isso para você quando vc tinha 2 anos, e agora você já tá com 3. De Biólogo agora você quer ser arqueólogo, para poder mexer nos ossos de Dinossauro.

Fui... beijo, saudade.